"Ela soltou demais o verbo, acabou vomitando poesia"
Quando eu a vi pela primeira vez,eu senti como se fosse voar,como se algo me tirasse do chão e me fizesse flutuar até o seu abraço, até seu cheiro. Cheirava á rosas envelhecidas do outono passado misturas com cacau,um cheiro próprio, que quando inalado parece algum tipo de droga, viciante. Quero me entorpecer de você, quero me viciar.
Ela é o tipo de bebida alcoolica que te faz entrar em coma com meio copo,dependendo do seu ponto vista,um copo meio cheio ou meio vazio,você decide. Sua bravura em meio ao seu caos faz qualquer um transbordar,até mesmo a si própria. perguntou-me : "e quem ama problema?que nasceu pra amar o caos?" o caos,o seu caos,foi feito pra mim querida. Fui embora tantas vezes e eu só quero você,só quero seu caos,toda vez que vou. ME PUXE!
Não há como escapar do seu caos,da overdose da sua droga, ela me puxa,me atraí e retrai, como se fosse algum tipo de dor gostosa de sentir,um tipo de droga que você sabe que faz um mal danado mas você continua lá. É como um ímã junto de outro do mesmo tipo, que quando juntos se retraem mas não conseguem se separar,algum tipo de força os puxa de volta.
Tenho receio que a espuma do seu alcool transborde e fuja sem antes eu poder senti-la,sem antes apreciar cada detalhe do seu gosto de menina amarga e doce,sem antes degusta-la da forma na qual sempre quis. Quero afogar-me no teu alcool,querida.
Quero me embebedar de você,quero ser o alcoolatra do teu caos. O alcoolatra que deixa na medida,te enloquece e te consome,te esgota.Deixe-me afogar no teu alcool querida.deixe-me embreagar-me do teu ser.

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